sábado, 11 de junho de 2016
Contos, de Rosa. Ou melhor, Linda.
Era 22:30 de sábado, estava deitada com aquele moletom que você odeia, mas que dizia que me deixava linda e tão eu mesma. Olhava o celular de 5 em 5 minutos, mas nada que pudesse me tirar um sorriso chegava por ali. Tentei me distrair, vi todas as séries que a gente costumava vê juntos sozinha. Olhei pro lado e não tinha ninguém pra entrar em uma discussão comigo. Mas eu tentei esquecer. Falei com as amigas, entrei em grupos e até forcei uns sorrisos. Porém, eu mesma sabia que que quando marcasse meia noite, todos os medos e sentimentos que eu vinha escondendo durante a semana inteira, iriam me tomar de uma forma tão sacrificial que talvez, eu não sustentasse. Te ensinei a sentir toda dor para não sofrer depois, lembrava diariamente que tudo deve ser sentido. Era fácil, quando eu tinha você aqui, e olha se eu soubesse que ia passar por tudo isso. Eu preferia até dizer na pura maldade, que eu queria desconhecer você.
Foram exatamente 4 dia dos namorados juntos.
Como você esperava que eu fosse me sair? Passei o dia inteiro lendo frase esquisitas sobre o dia 12, solteiros dando enfase em como é estar sozinho e se sentindo orgulhoso até o fim por isso. Mal sabem que todas as coisas podem ser recompensadas com apenas um sorriso verdadeiro de quem a gente ama. Assumo que um dia eu até fui um deles, mas mudei minha concepção a partir do dia que você esbarrou em mim, derrubando todos os meus livros e me assustando daquele jeito. Cena de filme né? Mas não poderia acontecer e ser tão perfeito, se não fosse com você.
Hoje eu vou sentir, sentir saudade do presente, dos planos e das surpresas. Vou chorar como se não fosse apenas uma data. Mas pode passar, porque eu pretendo sentir até o final, não importa o quanto isso demore. Não quero saber como você esta, eu preciso me libertar do anseio de ter alguém e me preocupar mais com você, do que comigo mesmo.
Obvio, não deu certo com a gente. Mas antes disso, deu muito, mais muito certo. Não perdi meu tempo durante 4 anos, eu vivi coisas de outro mundo, que eu jamais imaginaria sentir. Não irei entender esse fim, nem tentar justifica-lo. Eu preferia viver a minha vida calma, de cinema, jantares e fds cheios de apego. Mas a vida da mesma forma que me trouxe você e me surpreendeu, ela me deixou assim, de mão atadas, meio sem rumo a seguir.
To sentindo sua falta.
Mas é só uma data, só um domingo difícil. Não vou negar que vai demorar a passar, e talvez eu não consiga esquecer. Coisas da vida. Apenas sentimentos frustante de um dia 12, uma data, um domingo e uma história triste para poder se contar.
Estou orgulhosa por conseguir escrever meu primeiro texto sobre isso, você sabe como pra mim tudo vira história, tudo se torna escrito. Logo eu que já falei tantos dos outros casais, nunca me imaginei falando de nós dois. Sabe, eu posso ser muita coisa, mas não consigo ser o tipo de pessoa que se doa por inteiro e recebe apenas ingratidão de volta. Com o coração amarrotado depois de você muito brincar, eu precisava de uma lavagem na alma, mas quem dera que fosse cerebral – pra te apagar; te desconhecer.
E assim segue, minhas séries, meus livros e o almoço em família repleto de perguntas sobre o que fez o tal casal perfeito, chegar ao fim. Obrigada, e um feliz dia dos namorados.
Com amor, Rosalinda.
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