Olha, sabe o que é o mais louco? É que apesar de todas as coisas ruins que já vivi e todas aquelas pessoas horríveis com quem já compartilhei minha vida, eu prefiro continuar arriscando no que temos tido, ainda que não seja possível ver se faz sentido. Sei lá, não sei explicar direito. Essa minha armadura cheia de argumentos contra a dor cai por terra quando vejo meu celular acender por uma mensagem sua – por mais simples que seja. É que isso tem a ver com o fato de que podem até tentar acabar com o que sinto, mas nunca acabarão com o que sou; podem arruinar todo o meu sentimento, mas nunca me verão deixar de sentir de novo.
O medo sente medo quando falo da força do meu amor sobre qualquer dor. Então vamos no nosso tempo. Eu não quero terminar, tampouco acelerar. Mas eu quero te amar, e por mais medo que eu possa ter, eu nunca vou deixar de arriscar.
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